HTML5 – Introdução
2011

Recentemente decidi focar meus estudos em HTML 5 e tentar entender o que mudou e o motivo pelo qual esta tecnologia esta gerando tanto “barulho”.
História
A última versão até então era o XHTML 1.0, que tentava aproximar o HTML com XML. Foram desenvolvidas duas versões:
- Transitional: Não tão rigorosa, tinha a finalidade de ajudar as pessoas a moverem seus sites para esta nova especificação.
- Strict: Mais rigorosa, pois, na sua validação mais regras eram aplicadas.
Após isso, os trabalhos se reiniciaram visando a versão 2.0 do XHTML, porém, esta nova especificação propunha mais alterações na linguagem, o que quebraria a compatibilidade com as versões anteriores. Então, um pequeno grupo, que trabalha(va) para empresa Opera, e que não estava contente com a união com o XML começou a trabalhar em uma nova especificação do HTML sem quebrar a compatibilidade das versões anteriores. Com isso, o grupo aumentou de tamanho, ganhando a adesão de membros da Mozilla (liderados por Ian Hickson). Assim, este grupo se auto-intitulou WHATWG (Web Hypertext Application Technology Working Group, www.whatwg.org).
Em 2006, a W3C reconheceu que talvez tenha sido otimista demais em esperar que todos mudassem para algo similar ao XML e quebrar a compatibilidade existente. Então, foi decidido usar a especificação que estava sendo desenvolvida pelo WHATWG como a nova especificação do HTML.
Assim, o processo de definição da nova especificação foi aberto, qualquer um poderia contribuir e dar sugestões bastando enviar e-mails ou participar da lista de discussão do WHATWG.
A especificação e novas idéias têm sido desenvolvidas com uma velocidade muito grande e, portanto, o HTML 5 tem grande chance de se tornar um padrão de fato. Um número muito grande de empresas têm apoiado o projeto e os fabricantes de browsers (inclusive o IE da Microsoft) se comprometeram a implementar as especificações numa colaboração nunca antes vista.
Estrutura básica
Analise o trecho abaixo:
<!doctype html> <html lang=en> <head> <meta charset=utf-8> <title>HTML 5</title> </head> <body> <p>Um parágrafo qualquer...</p> </body> </html>
A primeira coisa que podemos notar é que o doctype é muito simples, nada de urls nem número de versão.
Na tag html não é mais necessário usar as aspas (repare a definição da lang). Mas, quando houver espaço nos valores, será necessário utilizá-las.
Na quarta linha é definida a tag meta e o encoding da página (lembre-se como era definida esta tag antes: <meta http-equiv=”Content-Type” content=”text/html; charset=UTF-8”>.). Pelo que eu tenho lido, não definir o enconding tem gerado um erro estranho em alguns navegadores.
Obs: Apesar das tags html e body serem opcionais, decidi incluí-las neste exemplo.
Novos elementos
Em 2004, Ian Hickson utilizou o Google Index analisou uma lista de sites e observou como eles estavam estruturados. Basicamente, haviam as mesmas classes de elementos nos sites (por exemplo: footer, menu, text, content, title, main, clear, search, nav, logo). Com base nisso, você perceberá que muitos elementos foram criados com estes nomes, com a finalidade de obter uma melhor semântica nas nossas páginas.
Sendo assim, ao invés de criarmos div’s genéricas da seguinte forma:
<div class=”header”>
<div class=”nav”>
<div class=”content”>
<div class=”footer” >
Passaremos a usar elementos que definirão de uma forma mais inteligente o que conteúdo das nossas páginas, por exemplo:
<header></header>
<nav></nav>
<footer></ footer >
Bom, esta é uma introdução MUITO básica sobre o que é o HTML 5.
Por hoje é só, mas, vou continuar postando sobre este assunto em breve!
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